Humor e História
Sinopse: O congressista Charlie Wilson não é o melhor exemplo de homem sobre a Terra, mas ele será o responsável pelo fim da Guerra Fria. Para essa impensável tarefa, ele conta com a ajuda de um espião da CIA e uma socialite, ambos tão excêntricos quanto ele.
O elenco de peso logo chamará a atenção de qualquer um que veja o cartaz de Jogos do Poder (Charlie Wilson’s War) – é verdade que a tintura infeliz nos cabelos de Julia Roberts ajuda. Mesmo sem estar no cartaz, ou mesmo sem citações a ela no trailer, a presença de Amy Adams merece ser comentada: no papel de secretária do protagonista, ela prova que tem talento de sobra para não ficar para sempre marcada por seu trabalho em Encantada.
O filme consegue ser cômico e, ao mesmo tempo, tratar de um assunto sério – uma proeza que sempre deve ser parabenizada. O roteiro é bem escrito por Aaron Sorkin, autor de West Wing e Studio 60 on the Sunset Strip, que alia sua experiência com política com as piadas em tom de boas sit-coms estadunidense.
As cenas mais engraçadas ficam por conta de Philip Seymour Hoffman (Capote), principalmente em diálogos com Tom Hanks. O espião nada convencional que Hoffman quer vender é tão bizarro que chega a ser convincente. Deu para entender? Vendo o filme fica mais claro.
O enredo se passa na década de 80, com o figurino e as canções incidentais – que incluem nomes como David Bowie e Donna Summer – ambientando a época muito bem. O fato histórico retratado é a ajuda que os EUA deram para que os mujahadins afegãos conseguissem derrotar a URSS. Vale lembrar que os rebeldes árabes posteriormente iriam formar o Taleban. No final da sessão, o público vai sentir que saiu de uma das melhores aulas de História que se pode ter: onde aprender e divertir-se caminham lado a lado.
Nerdshop:
• Livro Charlie Wilson's War (Grove Publishing House), de George Crile: R$ 40,72 (em inglês)