Este ano não foi de grandes estreias e novidades explosivas na TV, mas foi um ano de acontecimentos bombásticos, pelo menos dentro do curto espaço de 12 meses. Até que ponto as pessoas e eventos notórios de 2009 ficarão na memória do “da poltrona”, aí já é outra história...
No Brasil, um momento importante foi o programa Pânico na TV conseguindo pela primeira vez em longos seis anos atingir o primeiro lugar de audiência do disputado horário de domingo à noite. Claro que os críticos atribuíram isso ao quadro com garotas nuas, mas na semana seguinte eles repetiram o feito (talvez com o auxílio de pessoas que quisessem ver a Parte 2 do tal quadro...). Mas, além disso, o Pânico conseguiu finalmente se desvencilhar (não 100%, certamente) da influência de programas estrangeiros como Jackass e criar um estilo que entrará na memória popular e afetiva de muitos jovens da primeira década deste milênio. O principal fator disso foi a valorização de tipos populares e interessantes que temos aos montes na rua desse Brasil, como o Zina (Ronaldo). Apesar de seus muitos defeitos, o Pânico está cada vez mais definindo uma identidade interessante, apurando o talento de seus participantes e parece que, contrariando as apostas, terá uma vida longa na programação.
Na Globo, o fim de ano contou com uma interessante minissérie sobre o casal de cantores Dalva e Herivelto, com uma ótima produção de "épocas" e grandes atuações. Pena que a história revolve na vida de umas pessoas muito briguentas, o que deixou o programa um pouco cansativo de assistir, mas nada que desfaça o valor do trabalho da equipe global.
Na programação internacional, fãs inconformados viram o fim da mais importante série médica de todos os tempos, E.R. (ou Plantão Médico), que trouxe para fechar com chave de ouro o médico mais charmoso de todos os tempos, George (Clooney, para os não íntimos). É o fim de uma era, será que House conseguirá manter o reinado depois da morte de E.R.?
Outro fim doído, principalmente para os nerds, foi o de Battlestar Galactica. Para os mais deprimidos, há uma luz no fim do túnel, pois estreará um spin-off da série para 2010, o Caprica.
My Name is Earl foi outro choque. Os fãs estão inconformados por nunca saberem o que acontecerá quando Earl terminar a lista. Nem manifestações no Twitter, que hoje em dia resolvem quase tudo, salvaram a série da degola.
Alguns nem bem chegaram e logo foram embora, é o caso de The Flight of the Conchords, aclamada série protagonizada por um duo de comediantes da Nova Zelândia que foi sucesso de crítica graças a sua originalidade. Infelizmente, durou apenas duas temporadas e 2009 foi o ano do seu fim.
2009 é, também, queiramos ou não, o ano dos vampiros. A TV não ficou livre dessa invasão. Dois seriados baseados em séries de livros sobre vampiros chegaram nas telas de nossas casas: True Blood e The Vampire Diaries. Para quem tem preconceito contra essas séries por conta de Crepúsculo, saiba que esses são bem diferentes dos vampiros mórmons e dê uma chance para os vampiros televisivos.
Outra série que se destacou foi Glee, um musical adolescente que nem de longe se parece com High School Musical ou qualquer outra coisa da Disney/Nickelodeon. Glee preenche o vazio que o fim de Malcom deixou para os telespectadores da Fox que gostam de assistir um drama/comédia sobre esse difícil período de nossas vidas.
Vale lembrar também que os aficionados do Lost foram presenteados com emocionante penúltima temporada da série, deixando todos ansiosos pela sexta, em 2010.
No mundo gringo muitas outras coisas rolaram em 2009 (9ª temporada de Scrubs totalmente reformulada, novo seriado de Courtney Cox, fim da 4ª temporada de Dexter, só para citar algumas) mas para o mundo brasileiro elas serão acontecimentos apenas no futuro e aparecerão aqui, se merecerem a menção, em 2011.